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Reunião Científica da APAMT discute vacinação no ambiente de trabalho

03/04/2014 12:32:42

A segunda reunião científica da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho tratou de um tema recorrente e que segue gerando dúvidas entre os médicos do trabalho do Estado: a vacinação. Que classes profissionais devem ser submetidas e a que tipos de vacinas? Como convencer os diretores das empresas da importância de manter seu quadro funcional vacinado? Como controlar que todos os funcionários estejam em dia com seu calendário básico de vacinação? Essas e várias outras questões foram respondidas no dia 15 de março pelas médicas Heloísa Giamberardino, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização no Paraná, e Luzilma Martins, médica do Trabalho e infectologista. “Há exigências legais acerca da vacinação, há risco de ações trabalhistas e o caso de um profissional que se contamina com uma doença infectocontagiosa em uma viagem a trabalho ou em contato com um cliente ou colega é considerado doença de trabalho”, destacou Dra. Luzilma. “A vacinação no ambiente organizacional diminui o número de afastamentos, aumenta a produtividade e gera economia de recursos para a empresa”, acrescentou. “Muita gente trabalhando no mesmo ambiente aumenta o risco de contaminação. E algumas vacinas, por não estarem no calendário oficial do governo na vacinação pública, acabam sendo desprezadas e a razão de não estarem no calendário é por não haver disponibilidade para toda a população, mas são muito importantes, principalmente no ambiente de trabalho. Caso da vacina contra a hepatite A, por exemplo”, explicou Dra. Heloísa. Entre as categorias que merecem atenção especial, a médica destacou profissionais de saúde, trabalhadores que lidam com alimentos e bebidas, funcionários de escolas e creches, e quem trabalha com dejetos e água contaminada. Além dos profissionais que têm contatos com animais e agentes biológicos. As médicas explicaram que é necessário um planejamento, com análise do histórico dos funcionários, riscos que o ambiente oferece e riscos que um funcionário pode oferecer aos demais colegas, evitando que o trabalhador seja um vetor das doenças. Elas lembraram, ainda, que estratégias de vacinação devem ser preventivas e não pensadas apenas após a ocorrência de algum caso de determinada doença na empresa. “A vacina da gripe por exemplo, leva 15 dias para fazer o organismo produzir anticorpos. Então, não adianta querer vacinar todos os funcionários após surgir o primeiro caso na empresa. Corre-se o risco de que todos se contaminem. A vacinação tem que ser planejada, feita antes do início da estação da gripe”, disse Luzilma.  

 

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