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APAMT preocupada com doenças da Copa

18/03/2014 13:48:11

Junto com os milhares de turistas que virão para assistir aos jogos da Copa do Mundo de Futebol, poderão desembarcar no Brasil e em Curitiba vírus, bactérias e outros microorganismos transmissores de doenças que não existem no país ou no estado ou estão praticamente erradicadas. A preocupação foi levantada neste sábado em reunião científica da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho (Apamt) que tratou do tema vacinação. A presidente da Sociedade Brasileira de Imunização no Paraná, Heloisa Garcia Giamberardino, lembrou que a vinda de turistas estrangeiros foi o causador de um surto de sarampo no ano passado, no nordeste Brasileiro.

“O Brasil estava livre de sarampo, mas, ano passado, houve um surto no Ceará e em Pernambuco, com o vírus trazido por turistas estrangeiros. Há uma endemia de sarampo na Europa e há o risco da transmissão dessa doença por torcedores eventualmente contaminados que vierem para cá”, disse, citando ainda a varicela e a meningite como outras doenças com potencial risco de introdução pela vinda de um grande número de estrangeiros. “Quando se tem um deslocamento muito grande de pessoas de outros países, esse risco existe. Diferentes populações juntas aumenta esse risco de transmissão, principalmente das doenças de transmissão respiratória”, comentou.

Com isso, a médica orienta que é prudente que os curitibanos e os brasileiros em geral confiram sua situação vacinal. “Confirmem se já tiveram varicela ou tomaram a vacina, se tomaram as duas doses da vacina tríplice viral. Se não tomou, ou não lembra e perdeu sua carteira de vacinação, é fundamental fazer a vacina, tanto para se prevenir quanto para prevenir a reintrodução dessas doenças em nosso território”, comentou.

A médica alertou, ainda, para o risco de os estrangeiros levarem a influenza brasileira para seus países de origem. “Para quem vem do hemisfério norte, o estação da influenza lá já passou, não há risco de eles contaminarem brasileiros, mas, como os vírus têm cepas diferentes, há a possibilidade de eles serem contagiados pela ‘nossa gripe’ e levar esses vírus para seus países. Assim, e como a Copa aqui será no período de pico da influenza, seria interessante orientar esses estrangeiros a tomarem a nossa vacina com a formulação do Brasil”, acrescentou.

O diretor científico da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho, Edevar Daniel, levantou a necessidade de as empresas responsáveis por trabalhadores que atuaram em contato direto com os turistas estrangeiros regularizarem a situação vacinal de seus funcionários. “O ideal seria que o governo brasileiro exigisse a vacinação de todas as pessoas que vierem para cá. Mas isso não deve ocorrer, pelo menos, não houve nenhum protocolo neste sentido. Então, é melhor que a prevenção parta da nossa parte”, disse, lembrando que Curitiba receberá turistas da Rússia, onde há vários casos de meningite, e da Argélia e Nigéria, onde a vacinação pública é até 50% menos abrangente que a brasileira.

O médico lembra que a contaminação no exercício da profissão (em contato com cliente ou colega) é considerada doença do trabalho e que é responsabilidade das empresas preveni-la. “Trabalhadores de hotéis, de restaurantes, taxistas, receptivos de atrações turísticas e o pessoal que vai estar nos estádios são alguns dos formadores do grupo de risco, e devem ser vacinados”, reforçou.

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