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Encontro multidisciplinar APAMT sobre febre amarela e saúde do viajante reúne 47 participantes em Curitiba

18/03/2019 14:44:27

Febre Amarela e saúde do viajante foram os temas do Encontro Multidisciplinar promovido pela APAMT na manhã de sábado, 16 de março, e que reuniu 47 participantes na sede da Associação Médica do Paraná. A primeira palestra do dia foi proferida pela Dra. Marion Burger, médica infectologista e Coordenadora de Agravos Agudos Transmissíveis do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

A palestrante iniciou apresentando um quadro comparativo entre as síndromes das arboviroses: febril, exantemática e hemorrágica, sendo que a febre amarela se enquadra nesta última, ao lado de doenças como meningite, malária, septicemia, entre outras. Na sequencia, falou sobre como se dá a transmissão pelo mosquito infectado, diferenciando a forma silvestre – transmitida pelo haemagogus ou sabethes - e a urbana – transmitida pelo aedes. Até o momento não há casos urbanos identificados no país; o último registro data de 1942 e ocorreu em Sena Madureira, no Acre.

A febre amarela se caracteriza por uma evolução bifásica com agravamento a partir de sete dias, onde se identifica o acometimento do fígado e dos rins, além de icterícia, que, apesar de dar nome à doença, em geral só se manifesta na 2ª fase. O diagnóstico é dificultado para os profissionais de pronto atendimento por ter sintomas parecidos com os de outras doenças, porém é possível utilizar testes como a prova do laço, que auxilia na avaliação de um sinal de risco que indique a necessidade de acompanhar o paciente.

A prevenção da doença se dá por meio de vacinação para o público-alvo indicado, hoje com dose única sem necessidade de reforço após dez anos, mudança que ocorreu a partir de 2017. "Se vacinarmos 100% da população com uma dose, conseguiremos evitar a reurbanização da doença", explicou a Dra. Marion.


Atualmente o foco maior da febre amarela está concentrado no estado de São Paulo, na divisa com o Paraná, por isso a indicação de vacinação em nosso Estado. Pacientes que se encontram fora do grupo indicado para ser imunizado devem ter seus casos avaliados individualmente pelo médico assistente.

Confira mais informações sobre o manejo da doença no site da SESA/PR.

A segunda palestra do Encontro ficou a cargo do Dr. Jaime Luis Lopes Rocha, especialista em Infectologia e Clínica Médica e Certificado em Medicina da Viagem pela ISTM, que falou sobre a saúde do viajante. Ele explicou que os problemas que mais acometem os viajantes são geralmente decorrentes de descompensação de uma doença crônica, com aproximadamente ¾ sendo afetados.

Dados apresentados pelo Dr. Jaime mostram que de cada 100mil de pacientes que viajam, sejam crônicos ou não, a trabalho ou lazer, metade apresentará algum tipo de problema de saúde. Destes, oito mil consultarão um médico, cinco mil serão internados, 1.100 terão alguma incapacidade temporária, 300 serão hospitalizados, 50 precisarão ser retirados do local e um irá a óbito.

Em geral, a principal incidência de doença durante uma viagem é de diarreia, seguida de infecções respiratórias. Medidas simples de preparo antes do embarque podem, se não prevenir, garantir que o viajante tenha condições de controlar os sintomas de forma de segura evitando o agravamento da condição.

A orientação do palestrante segue quatro passos: verificar o estado basal do paciente, analisar detalhadamente o roteiro - como datas de partida e retorno, itinerário, possíveis paradas pelo caminho, tipo de acomodação e atividades programadas -, selecionar vacinas necessárias (lembrar de emitir o certificado internacional, que atualmente pode ser feito online) e educar sobre prevenção e tratamento. Para ele, a cronologia é muito importante de ser considerada em caso de doença no retorno da viagem.

Por fim, montar um kit básico de viagem com medicamentos que possam auxiliar no controle de diarreia, infecções respiratórias, dor, vertigem, problemas de pele, anticoncepção de emergência e preservativos, malária (conforme a área, pode ser indicada medicação profilática), além de medicações habituais (de uso contínuo) do paciente, entre outras que se mostrem necessárias de acordo com o destino e o itinerário.




 

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