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APAMT participa do Programa BOM DIA Paraná da TV Globo

06/06/2013 19:15:42

O Dia Mundial de Saúde e Segurança do Trabalho comemorado no dia 28 de abril foi marcado pela intensa divulgação pela APAMT nos meios de comunicação, da importância da prevenção de doenças e da presença do Médico do Trabalho nas empresas. Em entrevista a mídia (Rede Paranaense de Televisão, Rádio CBN e Bandnews FM), o presidente da APAMT, Paulo Roberto Zétola informou sobre os dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que apontam para um número crescente de doenças como a pneumoconiose ( doença pulmonar ocupacional que atinge trabalhadores expostos a poeira, sílica , carvão e amianto) e das doenças associadas (doença pulmonar obstrutiva crônica, silicose tuberculose e câncer), que causam incapacidade ou morte prematura dos trabalhadores. Além desta, foram destacadas pelo presidente em suas entrevistas as doenças osteomusculares, conhecidas como DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado do Trabalho) ou LER (lesões por esforços repetitivos),e perdas auditivas pelo excesso de ruídos e a prevenção de acidentes de trabalho. “Temos também um aumento no número de doenças mentais entre os trabalhadores, terceira causa de afastamento, por isso mais do que nunca há necessidade das empresas implementarem ou melhorarem seus programas de prevenção de acidentes e saúde ocupacional, valorizando a vida e evitando doenças e óbitos“, alertou o presidente na mídia. Desde 2010 uma legislação brasileira garante a redução do valor do seguro pago pelas empresas (1 a 3% sobre sua folha de pagamento), caso invistam em programas que previnam acidentes e melhorem a saúde dos trabalhadores. “As empresas precisam enxergam que além de preservar vidas humanas, melhorar a qualidade do trabalho dos seus colaboradores, podem ter ganhos econômicos, diminuindo assim as estatísticas negativas do setor”, fala. Apesar de uma excelente legislação, copiada em muitos países, o Brasil necessita de investimentos e de uma mudança cultural nas organizações, onde os programas de segurança e saúde devem ser eficientes e orientar corretamente sobre as medidas preventivas. Os trabalhadores devem fazer a sua parte e seguir as normas e orientações de saúde do médico do trabalho. “O colaborador precisa se conscientizar que a saúde e sua segurança são seus maiores patrimônios, por isso, os médicos recomendam sempre que façam exercícios físicos, tenha uma boa alimentação e usem seus equipamentos de proteção individual.” O médico do trabalho tem que estar integrado aos trabalhadores e deve ser valorizado nas empresas. "Aproveitamos o dia mundial da saúde e segurança do trabalho para começarmos uma conscientização sobre a importância deste profissional. Através dos meios de comunicação, destacamos a necessidade de que todos os colaboradores tenham acesso a consultas periódicas e a segurança em suas atividades. Somente assim cumpriremos nosso papel social”, concluiu o presidente. No mundo ocorreram 321 mil acidentes trabalhos e 2 milhões ficaram doentes A OIT alerta que milhões de trabalhadores permanecem em risco de contrair pneumoconiose devido à exposição à sílica, carvão e amianto, sendo que a doença tem longo período de latência e em muitos casos não é diagnosticada ou relatada. Doenças relacionadas ao amianto: asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma, geralmente os sintomas surgem de 10 a 40 anos após a primeira exposição ao produto. Ainda se produz no mundo mais de 2 milhões de toneladas do produto. Segundo e estimativas da Alemanha, França, Itália, Países Baixos, Reino Unido e Suíça serão total de 200 mil mortes por mesotelioma entre o 1995 a 2029. Há um aumento de novos tipos de doenças, como distúrbios osteomusculares ou distúrbios mentais e não estão sendo aplicadas medidas de prevenção, proteção e controle. Lesões musculoesqueléticas foram responsáveis por 59% por cento de todas as doenças ocupacionais registradas pelas estatísticas europeias em 2005. A Comissão Europeia afirma que lesões musculoesqueléticas são a principal causa de ausência no trabalho (49,9% de todas as ausências de mais de três dias) e invalidez permanente (60 %). Na Coréia os transtornos musculo-esqueléticos aumentaram drasticamente de 1634 casos em 2001 para 5502 em 2010. Em 2010, a Argentina teve 22.013 casos de doenças ocupacionais, sendo o mais comum lesões musculoesqueléticas. Os riscos psicossociais e estresses relacionados ao trabalho são motivos de grande preocupação e estão associados a doenças como lesões musculoesqueléticas, problemas cardiovasculares e digestivos. Para enfrentar o estresse os trabalhadores, por vezes, usam álcool e drogas. A crise econômica levou a um aumento do estresse, ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, causando até mesmo, em casos extremos, o suicídio. Para a OIT os dados sobre segurança e saúde no trabalho são confiáveis e constituem uma boa base para o desenvolvimento de estratégia de prevenção eficaz e são obtidos de 3 formas: Os relatórios apresentados pelos empregadores aos ministérios; vem dos pedidos no âmbito dos regimes de compensação por acidentes e doenças profissionais ou são informados por médicos. No entanto, mais de metade dos países não fornecem estatísticas sobre doenças profissionais. Os problemas na coleta de dados em muitos países se dá pela falta de conhecimento e experiência para diagnosticar, reconhecer e denunciar doenças (médicos treinados, lista de doenças ocupacionais, orientações sobre os critérios de diagnóstico, reconhecimento e remuneração).Em muitos países, os trabalhadores em pequenas e médias empresas e da economia informal tendem a estar fora dos sistemas de segurança e de saúde. A intensificação dos fluxos migratórios, o envelhecimento da força de trabalho e do número crescente de trabalhadores temporários dificultam o registro de doenças ocupacionais. Por isso, há uma necessidade no mundo da expansão da capacidade de reconhecimento e notificação de doenças profissionais e estabelecimento de regime jurídico aplicável a estes casos, assim como melhorar de coleta e análise de dados sobre doenças ocupacionais. O OIT recomenda intensificar a colaboração de instituições de SST e administrações de segurança social para fortalecer os sistemas de compensação por doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, assim como integrar a prevenção de doenças nos programas de inspeção de SST. As empresas ainda devem melhorar a capacidade dos serviços de saúde no trabalho em relação aos mecanismos de vigilância em saúde e controle do ambiente. A organização ainda sugere a atualização das listas nacionais de doenças profissionais usando a lista da OIT como referência e reforçar o diálogo social entre governos, empregadores e trabalhadores e de suas organizações. A participação ativa das organizações de empregadores e trabalhadores é fundamental para o desenvolvimento de políticas nacionais de prevenção de doenças ocupacionais. Os empregadores são obrigados a prevenir essas doenças, tomando as medidas preventivas e de proteção através da avaliação e controle de riscos nos locais de trabalho e vigilância da saúde. Os trabalhadores têm o direito de participar na formulação, acompanhamento e implementação de políticas e programas de prevenção. Para ajudar neste processo a OIT vai promover e ratificar a implementação das Convenções da OIT relativas à segurança e saúde no trabalho, fortalecer parcerias internacionais com outras instituições para a prevenção de doenças ocupacionais. Dará suporte para as medidas tomadas pelos Estados-Membros a reforçar as suas competências na prevenção e reconhecimento das doenças profissionais. Promoverá intercâmbio de boas práticas a nível nacional e internacional.      

 

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