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Confira a participação da diretoria da APAMT no 15º Congresso da ANAMT

21/05/2013 10:19:24

A diretoria da APAMT participou do 15º Congresso da ANAMT, evento muito bem organizado, especialmente do ponto de vista da qualidade técnica e científica das apresentações e do brilho dos apresentadores: As mentes dos líderes formadores de opinião nos brindaram com ideias a respeito da Saúde do Trabalho reveladoras de tendências contemporâneas, voltadas para a promoção da saúde plena do trabalhador, entenda que promoção da saúde vem antes mesmo da prevenção às doenças. A necessidade do compromisso amplo de todos os atores sociais envolvidos, governo, empresários, judiciário, sociedade civil e, especialmente nós, médicos do trabalho, a nossa enorme responsabilidade no processo de saúde e doença laborais, ficou claríssima já na abertura do congresso, quando o ícone da Medicina do Trabalho Brasileira, Dr. René Mendes, ao invés de prever o futuro da nossa especialidade, vaticinou: “O futuro será o que fizermos dele”. Christophe Dejours, talvez o maior intelecto vivo da nossa especialidade, trouxe conceitos que chocaram, emocionaram a plateia, pela simplicidade, profundidade e contemporaneidade. Disse o intelectual que a tarefa prescrita nunca é igual à tarefa realizada, pois a perfeição não existe, como já ensinava o filósofo Platão, aquele que revelou à humanidade que o círculo perfeito não existe na natureza, apenas na nossa imaginação. Desta forma o trabalhador contestador, improvisador, aquele que sabe “desobedecer” às ordens para construir a sua tarefa, seria o mais útil para as corporações, pois ajudaria no desenvolvimento do processo produtivo. O grande professor descreveu a intimidade do corpo com o trabalho e o poder de transformação que um tem sobre o outro, como reza a lei de ação e reação de Newton. O trabalho teria o poder de moldar nosso corpo, nossa alma e nossa mente, para o mal, quando provoca doenças e para o bem quando traz sensação de pertencimento ao grupo. Poderia a atividade laboral curar até as marcas, as cicatrizes, “os amassados na nossa lataria” (palavras do Dr. Cristophe), que todos trazemos das nossas infâncias, através do aprendizado e do prazer sensorial, sensual, proporcionado pela integração social no contexto laborativo. O trabalho, então, se bem idealizado, não só deixaria de provocar doenças como poderia curar as marcas mais sutis que alguns trazem na “psique”. O trabalho seria responsável pelo desenvolvimento, no indivíduo, da inteligência deliberativa, que inclui consciência moral e política, quando há coordenação psicológica por parte da chefia, que deve motivar o trabalhador não só com salário, elogios, e “tapinhas nas costas”, mas permitir ao cooperador sentir-se reconhecido esteticamente, sentir-se útil à sociedade, a beleza do seu trabalho deve ser vista, valorada, divulgada e assim ele, o trabalhador, sentir-se-á integrado aos seus pares sociais de maneira digna, honrosa, feliz. Todos buscamos, não só como trabalhadores, mas como cidadãos, o pertencimento ao grupo, pois este esconjura a solidão. Para prevenir as doenças ocupacionais não basta respeitar a lei e usar ferramentas epidemiológicas, pois neste momento a doença já está instalada. A sociedade deve promover a saúde, a solidariedade, a cooperação, evitar a relação vertical de poder, autoritária, que gera medo, angústia, leva à solidão implacável, à concorrência desleal, ao sentimento de “cada um por si”, destrói a relação cooperativa dos componentes do coletivo. A visão do grande mestre francês é a vanguarda do pensamento que rodeou todo o evento, com nuances ricas de expositores dos quatro cantos do mundo, grandes juristas brasileiros, o executivo nacional representado pelo Excelentíssimo Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, que prestigiou a abertura do evento, profissionais de diversas áreas, fisioterapeutas, engenheiros, psicólogos, bioquímicos, sociólogos entre outros, mostraram a riqueza desta especialidade multiprofissional, mais que multidisciplinar, a Medicina do Trabalho. Os eventos sociais foram fortalecidos com a troca de experiência dos congressistas, emoldurados pelo charme da megalópole São Paulo e mostraram que os brasileiros são, sim, capazes de fazer grandes eventos com muita competência. Neste caso devemos agradecer ao ex presidente da ANAMT, Dr. Carlos Campos e à sua espetacular equipe, bem como desejar sorte ao Dr. Zuher Handar, o novo presidente, que ele use toda a sua experiência e sabedoria, estas enormes, para conduzir nossa especialidade e, por consequência, nossa sociedade às atitudes gregárias, nobres e éticas propaladas pelo maravilhoso evento que foi o 15° Congresso da ANAMT.

 

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