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ABRIL VERDE: Quando a doença afeta mais que a saúde individual

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PERFIL DO MÉDICO DO TRABALHO

Quase 700km separam o Dr. Raul Carlos Dias, hoje residente em Toledo (PR), de sua cidade natal, Trombudo Central (SC). Mas ele já passou por Curitibanos, ainda criança, e depois Curitiba, onde cursou Medicina e também se especializou em Medicina do Trabalho pela UFPR. Hoje, aos 49 anos, casado com dona Daise e pai de Pedro José, de 16 anos, e da pequena Mariana, 7 anos, mora em Toledo, no interior do Paraná.

Ele é sócio da Clinical Med, empresa de saúde e segurança do trabalho, exerce a função de gerente do departamento de saúde ocupacional e assistencial da empresa Prati-Donaduzzi (farmacêutica com 4.500 funcionários) além de coordenar o PCMSO da empresa Fiasul (industria de transformação de algodão com 650 funcionários). A rotina de médico do trabalho é dividida com as atividades como generalista, na saúde pública do município.

Mas é nos momentos longe do trabalho que ele pode relembrar a infância e os costumes adquiridos com a família. "Gosto de cozinhar, porém comida caseira, caipira, que me faz lembrar do período vivido no interior de Santa Catarina", explica. Os pratos preparados variam de polenta, rabada e dobradinha até galinhada, macarrão feito em casa e feijoada. O Dr. Raul também conta que gosta de fazer queijo, linguiça, salames e embutidos em geral.

Tudo isso ele faz no sítio, onde costuma passar os fins de semana próximo à natureza e aos animais. O tempo livre também tem a companhia dos filmes e séries de ação, ficção e policiais, assim como os documentários."Gosto do campo, da natureza, da vida simples e tranquila em família", resume o médico.

 

AGENDA

27 a 29/04
IV Congresso Brasiliense de Medicina do Trabalho

29/04
Aulão de revisão para a Prova de Título (Curitiba)

4 a 6/05
18º Seminário Sul-Brasileiro ANAMT (Gramado)
06/05
XLII Prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho (Gramado)

13/05
Reunião científica - Saúde mental na prática organizacional

ANIVERSARIANTES

Aniversariantes de Abril

01 - José Roberto Ferreira Gerber
02 - Luiz Carlos Toso
05 - Arno Rubens Pamplona
09 - Carlos Eduardo Mori
12 - Luiz Eduardo Correa de Siqueira
13 - Jackson Dumont Horta
13 - Caroline Simonato Locatelli Lanzarin
18 - Gustavo Deboni
20 - Carlos Eduardo Nascif Berg
21 - Adriana Beatriz Almeida Dorneles
26 - Simone Borges Trifan
30 - Cloracy Kuerten Luz

Aniversariantes de Maio

02 - Elis Cristina Marques
03 - Paulo Bevilaqua Luz
04 - Roberto Ferrucio
13 - Deisi Ribinski da Costa Mattos Silva
17 - Rui Bocchino de Macedo
18 - Fabio Lira de Souza
19 - Alzemiro Possebom Junior
23 - Claudio Tacashi Takada
30 - Carlos Eduardo Rosa Mildemberger

ARTIGO

Uma epidemia dentro da crise!
Uma doença que avança com a globalização

A mudança do estilo de vida tem causado diversas consequências comportamentais nas pessoas, levando a profundas transformações na vida de relação, seja pela tecnologia incorporada, seja na velocidade de respostas exigidas da vida moderna. Hoje podemos estar em qualquer parte do mundo conectados, absorvendo ou gerando demandas, que instantaneamente geram respostas do nosso corpo.

A subjetividade das pessoas em relação a tratativa dos temas de origem psíquicas que as afetam diariamente permeadas pelos pesos dos seus valores pessoais, pelas exigências e modelos que a sociedade impõe, associadas às diferentes experiências de vida carregadas ao longo da existência, contrabalanceada com as habilidades (“ferramentas”) que dispomos nas contenções das demandas emocionais, é o que determina a altura do obstáculo que devemos superar, a fim de não cairmos vencidos pela exaustão e aparecimento da doença mental!

Como a medicina ocupacional pode atuar em algo tão subjetivo e multifocal? Como podemos fazer diferença na saúde para as pessoas que nos são tão próximas? Como interpretamos e acompanhamos os casos de absenteísmo, afastamento e até morte (suicídio) dentro das empresas por doença mental?  Existem tantos controles, programas e normativas em saúde mas ainda temos dificuldade na percepção de ação para este tema...

Segundo a previdência social, as doenças de cunho emocional são a segunda maior causa de afastamentos previdenciários, pela a OMS os transtornos mentais menores afetam a 30 % dos trabalhadores e os transtornos mentais graves chegam a 10 %, sendo as mulheres mais afetadas pelo estresse do que os homens no ambiente de trabalho (RINALDI, 2007). Pela International Stress Management Association o Brasil é considerado o segundo pais mais estressado do mundo, perdendo apenas para nossos irmãos orientais Japoneses. Em outro estudo regional, Lipp (2004), apontou que 40 % da população de São Paulo apresenta sinais e sintomas de estresse.

Agir na doença mental dentro das empresas é ir além das estatísticas e premonições literárias e efetivamente, entender o contexto organizacional que o funcionário está inserido, os sinais que a empresa permeia no relacionamento com seus funcionários, o controle de queixas que chegam ao ambulatório, os números balizadores de absenteísmo, os afastamento por CID F, a análise da sinestralidade do uso do convênio médico, no conhecimento da exposição a produtos químicos sabidamente desencadeadores de desordens mentais entre outras condições de trabalho.

Criar um programa que atenda precocemente o funcionário com transtorno emocional passou a ser prioridade. Pontos relevantes dos programas de saúde mental devem ter diretrizes como: 1- ter várias portas de entrada no programa, 2- acolher e controlar as queixas, mas ter sempre um diagnóstico preciso, 3- formatar um fluxo de atendimento e suporte no tempo que a situação exige, 4- criar uma rede pré-acordada de psiquiatras e psicólogos, proporcionando um acompanhamento periódico destes pacientes, 5- proporcionar ações e campanhas de esclarecimento dos funcionários e gestores sobre o tema, 6- controlar as condições de trabalho, principalmente as demandas cognitivas e organizacionais. E por fim, 7- proporcionar aos funcionários oportunidades para ampliarem suas habilidades para resistirem contra a adversidade, proporcionando atividade física, pausas laborais, integração social, bom clima organizacional, interação empresa- família. Só assim, com um pleno entendimento do cenário que estes pacientes estão inseridos e muito empenho da equipe de saúde e que podemos minimizar a complexidade da doença emocional e seus reflexos, dentro das organizações de trabalho.

 

Dr. Juliano de Trotta
Médico do Trabalho da BRF
Pós-Graduação em Medicina do Trabalho pela UFPR
MBA Organizações e Saúde do Trabalhador
Mestrado Engenharia Biomédica pela UTFPR
Doutorando em Medicina Interna na UFPR
Diretor Administrativo da APAMT


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