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"Transtornos mentais afetam mais os homens que as mulheres"

17/09/2017 15:13:29

"Transtornos mentais afetam mais os homens que as mulheres"

Dando início às palestras do o 1º Encontro Paranaense de Medicina do Trabalho e Recursos Humanos, a Dra. Josiane da Silva Nunes, Diretora de Interior da APAMT, apresentou o Dr. Sérgio Lazarini, Médico do Trabalho da Volvo, para falar sobre "Ansiedade, Depressão e Bipolaridade - Convivência de Transtornos de Humor no Ambiente de Trabalho".

Dr. Sérgio falou da importância de uma atuação mais ativa, focada prevenção: "nós somos muito reativos, ficamos procurando uma causa depois que o problema aparece, mas se pudermos evitar que ele ocorra teremos uma sociedade mais feliz, mais produtiva e com menos culpados", ponderou.

Ele seguiu apresentando dados de doenças mentais no Brasil e no mundo e citou a incredulidade por parte de algumas pessoas diante das doenças metais, pois elas carecem de materialidade: "não existe um exame que possa confirmar o diagnóstico e isso dificulta a aceitação e mesmo a compreensão", explicou.

As causas são multifatoriais e, em geral, afetam mais os homens do que as mulheres, tanto que as taxas de suicídio entre pessoas do sexo masculino são quatro vezes maiores. "Os homens demoram mais para perceber que têm esse tipo de problema e as mulheres procuram ajuda de forma mais rápida e eficaz."

Dando sequência ao tema, a Psicóloga e Consultora de Recursos Humanos da ZHZ Consultores, Arlete Zagonel Galperin, trouxe um panorama do cenário atual e lembrou da sigla VUCA (vulnerável, incerto, complexo, ambíguo) para demonstrar o ambiente vivido dentro das empresas. Ela falou sobre os riscos psicossociais no trabalho e citou alguns fatores que impulsionam e influenciam as doenças psicossociais, entre eles o próprio perfil individual da pessoa.

Incerteza, falta de expectativas profissionais, incompatibilidade entre os valores do funcionário e da empresa e a falta de integração entre os colegas de diversos setores são alguns dos gatilhos que podem desencadear as doenças mentais. Eles resultam em baixa produtividade, absenteísmo, burnout, atrasos, alteração na aparência e nas emoções, excesso de atestados, acidentes de trabalho e até reclamação frequente de outros colegas. "Esses sinais podem ser identificados e reconhecidos por qualquer pessoa, seja gestor, colega, profissional de recursos humanos ou médico", sugeriu.

Muitas são as ações preventivas que podem ser propiciadas pelas empresas e entre elas algo simples, como reconhecimento, e que todo trabalhador espera. "Escuto muito as pessoas falando que gostariam pelo menos de receber um elogio, às vezes até mais do que um retorno monetário".

Fornecer condições de trabalho que possibilitem compatibilizar vida laboral e pessoal, jornadas e horários adequados, autonomia, segurança, trajetória de carreira, metas e atividades exequíveis, além de valorização do potencial respeitando limitações também são ações que podem afetar diretamente - para melhor - a vida do trabalhador.


 

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