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Evento científico da APAMT reúne médicos do trabalho, ortopedistas e profissionais da área de reabilitação em Curitiba

17/07/2017 15:29:05

Avaliação, conduta, tratamento, e reabilitação de membros superiores lesionados no trabalho foram os assuntos abordados durante a 3ª Reunião Científica APAMT, realizada na manhã do dia 15 de julho, na sede da Associação Médica do Paraná

Os palestrantes foram os membros das equipes de cirurgia de mão dos hospitais Cajuru e Pequeno Príncipe, que apresentaram casos explicando as melhores formas de conduta para os diferentes tipos de lesão que acometem especialmente as mãos dos trabalhadores.

Dando início à manhã de aulas o presidente da APAMT, Dr. Guilherme Murta, falou sobre a ideia de promover o evento, que surgiu durante o Simpósio Sul-Brasileiro da ANAMT, realizado no início de maio, em Gramado. "Entendemos como de extrema importância essa aproximação da Medicina do Trabalho com a área de ortopedia. Se tivermos maior entrosamento com o especialista que vai receber o paciente em trauma, facilita muito o atendimento inicial e ajuda a garantir uma melhor evolução para o paciente."

A primeira parte da aula trouxe para discussão o atendimento inicial realizado após trauma em membros superiores. Em suas palestras os médicos Flaviana Busignani da Silva, José Eloy Franco Rosa Junior e Alencar Kenji Nagai apresentaram as condutas mais importantes a se tomar como lavar, iniciar um diagnóstico quando houver exposição (porém sem explorar), cobrir a área do trauma, cuidando com o tipo de curativo utilizado para não causar mais lesões e, em casos de amputação, acondicionar e proteger o membro para aumentar as chances de reimplante.

As lesões podem ser causadas por diferentes fatores e resultar em fraturas (expostas ou não), amputações, luxações, esmagamentos, torções, entre outras. Uma das perguntas feitas ao fim das explicações foi com relação a uma fratura exposta em que o trabalhador está usando luva, se o procedimento correto seria retirar ou manter a luva para proteger o osso. A Dra. Flaviana explicou que, se for possível cortar em volta, deve-se retirar para avaliar; "corta em volta da lesão, expõe os dedos, lava e envolve a região. Se for uma luva mais grossa e protetora, então deixa. Ou seja, se existe a possibilidade de melhorar o campo, melhora, se for prejudicar o tecido lesionado então não", completou.

É importante lembrar que a abordagem sempre vai depender do tipo de trauma, da parte exposta, do risco de contaminação, daí a necessidade de se avaliar cada caso individualmente. A administração mais precoce possível do antibiótico, se houver o medicamento disponível na empresa, também é recomendada.

A segunda parte da aula focou na continuidade do atendimento pós trauma, com palestra da Dra. Giana Silveira Giostri, que orientou os presentes sobre a utilização de curativos, tempo de imobilização e indicação de órteses. Ela falou sobre as dificuldades de se restabelecer as funções das mãos após um trauma, dada a tendência de uma rigidez articular e a quantidade de articulações afetadas.

"Um edema na mão, por exemplo, pode resultar em uma postura antifuncional, daí a importância do movimento de flexão da mão lesionada", explicou. A médica também mencionou a necessidade de mobilização precoce das articulações, assim como a estimulação dos movimentos das áreas não imobilizadas. E encerrou lembrando que a falta de sensibilidade do membro afetado por lesão é um dos principais problemas encontrados pelos especialistas.

Dando sequencia ao tema, o Dr. Eduardo Murilo Novak destacou em sua fala o tempo de recuperação esperado nos diferentes tipos de lesões, que podem variar muito dependendo do tipo de atividade desenvolvida pelo paciente e também da sua condição física. O médico ressaltou a importância da troca de informações entre médico do trabalho e ortopedista, de forma a garantir a melhor recuperação possível ao paciente. E lembrou que essa relação também está protegida pelo sigilo médico.

Retorno ao trabalho e reabilitação foi a terceira e última parte da aula e ficou a cargo do Dr. Roberto Ribas Suss, que atua como perito do INSS e analista do seguro social. Ele apresentou diversos cases sobre o tema.


Associados APAMT, confira o vídeo com a íntegra das aulas no site da APAMT.


 

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