APAMT

LOGIN PARA ASSOCIADOS

Curta nossa página no Facebook

Notícias

Aconteceu no dia 04 de junho o 2º Módulo do Curso de Extensão em Toxicologia Industrial

09/06/2016 16:01:27

No segundo modulo do Curso de Toxicologia Industrial, a APAMT trouxe a Curitiba o Dr. Satoshi Kitamura, mestre em Ciências da Saúde, professor da Unicamp e com 40 anos de experiência em medicina do trabalho, atuando, principalmente, na indústria química. Durante todo o último dia 4 de junho, Dr. Satoshi, além de informações técnicas precisas, compartilhou com os sócios da APAMT um pouco de sua experiência profissional, com exemplos práticos de como o médico do trabalho pode atuar para preservar a saúde dos trabalhadores que têm contato com produtos químicos em seu processo de produção. “Nós não atendemos pacientes, atendemos trabalhadores, a gente não faz a saúde individual, faz a saúde coletiva das pessoas”, lembrou.

Dr. Satoshi destacou que a maioria dos erros cometidos por empresas que trabalham com substâncias tóxicas acontecem por desconhecimento, “por não saber que determinada exposição pode fazer mal à saúde das pessoas, a gente acaba permitindo. A ciência evoluiu, a cada dia a gente aprende que tal substância pode fazer mal, ou em que níveis de exposição pode comprometer a saúde e estar atualizado sobre isso para lidar da forma adequada com cada substância química é fundamental”, disse.

Ao contrário do acidente de trabalho, a toxicologia é caracterizada pela exposição por período prolongado e por desenvolvimento tardio de uma doença devido a essa exposição. “A gente não se permite descobrir isso anos depois. A gente trabalha com o conhecimento do passado, tem informações científicas do risco e não pode deixar acontecer.

Mesmo que mudar a rotina de trabalho tenha um preço, seja de custo ou de produtividade, as empresas precisam pagar esse preço sob o risco de produzir pessoas doentes no futuro. Mas a preocupação está presente no ambiente de trabalho brasileiro e as contaminações são bem mais raras que antigamente”, afirmou o médico.

Ele ponderou, no entanto que, se o elemento é comprovadamente tóxico, e a exposição a ele é inevitável, no processo de trabalho, ele tem que ser banido, “mas banir, às vezes, é mais simples que estudar maneiras de utilizar o elemento na produção e proteger o trabalhador ao mesmo tempo, não deixando as pessoas se exporem, ou discutir as doses a que a pessoa pode ser exposta, através da higiene ocupacional, para evitar que a pessoa tenha o contato”, disse, citando o exemplo do cianeto, que, se inalado, é fatal, mas segue sendo usado em alguns processos industriais, graças à adequação dos processos, que garante a segurança de que o trabalhador não tenha contato com o agente químico.

A diretora Nelly Mayumi Kon destacou a importância do tema e a qualidade do professor escolhido para o módulo: “Dr. Satoshi é um excelente professor, muito ligado à questão da higiene ocupacional, com grande experiência em empresas químicas, com esta questão de exposição a produtos químicos, indicadores biológicos de exposição, monitoramento biológico e ele trouxe para nós não só um curso, como a importância de o médico do trabalho se envolver nas questões políticas e no contexto social em que essas questões são levantadas. Bastante importante para o conhecimento de nossos profissionais”, disse. “O tema é de fundamental relevância, conhecer os vários produtos químicos que se lida dentro de uma empresa para atuar, junto com a segurança do trabalho e higiene ocupacional na prevenção. O médico do trabalho precisa estar atento a possíveis reações, para conseguir diagnosticar eventuais doenças com agilidade, mas focar sempre na prevenção”, conclui.

 

voltar

 

hidea.com - agência web
Copyright © APAMT | Todos os direitos reservados.