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"Gerenciamento de Afastados e Retorno ao Trabalho" foi tema da II Reunião Científica da APAMT

11/04/2016 15:18:29

Na manhã do último sábado, dia 9 de abril, médicos do trabalho e outros profissionais da área debateram como lidar com os pacientes afastados por doenças ou lesões e como os reinserir na rotina da empresa após um grande período de afastamento. Os palestrantes do evento, Dra. Virgínia Cornelsen e Dr. Juliano de Trotta destacaram que o retorno do trabalhador afastado ao trabalho deve ser uma preocupação global da empresa, e não exclusiva do médico do trabalho e do RH.

“É preciso um plano de gestão para esses casos, saber a situação do profissional que está voltando, se tem alguma limitação, se é preciso mudá-lo de função, se as práticas na empresa mudaram durante o período que ele esteve fora, se ele perdeu algum treinamento. É muito mais complexo que apenas avaliar sua aptidão física e mental para o retorno”, afirmou Trotta.

Entre os problemas enfrentados na gestão dos afastados, os palestrantes citaram a judicialização dos casos e a relação com outros médicos (o médico do paciente e o perito do INSS, por exemplo. “É uma relação delicada, porque a gente sabe que há médicos de diversos perfis, mais ou menos conservadores, mas o foco tem que ser o paciente, o funcionários, o que temos que fazer de melhor por esse paciente e sensibilizar o médico de que a conduta negativa dele, proibindo de trabalhar, pode prejudicar socialmente a pessoa, enfatizou a Dra. Virgínia. “Quanto à judicialização, cabe ao médico do trabalho fornecer à empresa o maior número de informações possível, explicar cientificamente porque está reintegrando ou não tal profissional ao trabalho, para dar subsídio à empresa mostrar ao juiz que agiu pelo bem do funcionário”.

O tema da reunião científica chamou a atenção, até, de profissionais de fora do Paraná. Uma equipe de cinco funcionários da Whrilpool veio de Joinville especialmente para a reunião. “É um assunto que gera bastante polêmica, e sempre vale a pena a gente esclarecer, ter mais um respaldo científico e ver como outros colegas estão lidando com isso. Gostei muito de ver a posição dos médicos daqui, de que a gente pode ser mais rígido diante de alguns problemas que a gente costuma enfrentar no nosso dia a dia”, disse o médico do trabalho da empresa, Marcos Wolff. “É um tema muito interessante e o Paraná tem muito boas práticas, então nossa empresa sugeriu nossa participação. Ficou claro, nesta reunião, que o retorno ao trabalho não é uma coisa só de ambulatório, é uma coisa da empresa”, disse a assistente social da companhia, Elizabete Franz.

 

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